segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Companehirismo e Lealdade: A 4ª vela - TEFC CDESM 22

Meus sobrinhos, todos aqui devem se lembrar do enredo que ilustra os comportamentos e atitudes de Hugo de Pairaud que culminaram na condenação de Jacques DeMolay e dos demais Cavaleiros do Templo. A história nos mostra que a ruína de grandes estruturas raramente vem de fora; ela começa por dentro, alimentada por sussurros, vaidades e pela busca por holofotes.

Pois bem. Considerando que a quarta vela existente na Ordem DeMolay refere-se ao Companheirismo, é de se esperar que os membros sejam efetivamente guardiões uns dos outros. Todavia, por vezes, testemunhamos comportamentos nas proximidades que nos remetem, infelizmente, às sombras de Hugo de Pairaud. Falo de uma postura alimentada pela busca de espaço a qualquer custo, por uma imaturidade que beira a intriga e que cria dissabores desnecessários entre os membros.

Quando trazemos comentários descontextualizados, informações de bastidores ou decisões de outras oficinas com tom de sarcasmo ou deboche, não estamos construindo o Templo; estamos minando suas bases. Isso não é liderança; é ruído. É a intriga que enfraquece a egrégora deste Priorado e de gestões anteriores. Quem age assim precisa pausar, olhar para o próprio peito e se perguntar se ainda se lembra do juramento do Companheirismo.

Na vida adulta, quando fazemos parte de uma equipe, aprendemos uma regra de ouro sobre ética e respeito à hierarquia: sugestões e divergências ao gestor são tratadas em reservado, nunca para expor a liderança perante o grupo, a menos que uma construção coletiva tenha sido solicitada. Da mesma forma, um líder corrige em particular e elogia em público.

Nosso papel, como lideranças adultas que os acompanham, é prepará-los para o mundo lá fora. O mercado de trabalho e a sociedade não toleram a intriga de bastidor ou o desrespeito à governança. Que este Priorado seja o laboratório onde vocês aprendem a ser homens de palavra, de silêncio obsequioso e de lealdade inabalável. Que o espírito de Jacques DeMolay guie nossas condutas, e que a sombra de Pairaud permaneça apenas como uma lição do que nunca devemos nos tornar.




Questões a serem discutidas:


1. Sobre a Vela do Companheirismo e a Unidade do Grupo

  • Pergunta: Qual é o verdadeiro papel esperado dos membros em relação à quarta vela da Ordem DeMolay, e como comportamentos de intriga e deboche afetam a egrégora do Priorado?

  • Trecho do texto:

  • "Considerando que a quarta vela existente na Ordem DeMolay refere-se ao Companheirismo, é de se esperar que os membros sejam efetivamente guardiões uns dos outros [...] Quando trazemos comentários descontextualizados, informações de bastidores ou decisões de outras oficinas com tom de sarcasmo ou deboche, não estamos construindo o Templo; estamos minando suas bases. Isso não é liderança; é ruído. É a intriga que enfraquece a egrégora deste Priorado..."

2. Sobre o Alerta Histórico (Hugo de Pairaud)

  • Pergunta: O que a trajetória e as atitudes de Hugo de Pairaud nos ensinam sobre a ruína de grandes estruturas e o ambiente de liderança?

  • Trecho do texto:

  • "A história nos mostra que a ruína de grandes estruturas raramente vem de fora; ela começa por dentro, alimentada por sussurros, vaidades e pela busca por holofotes [...] testemunhamos comportamentos nas proximidades que nos remetem, infelizmente, às sombras de Hugo de Pairaud. Falo de uma postura alimentada pela busca de espaço a qualquer custo, por uma imaturidade que beira a intriga..."

3. Sobre a Ética na Gestão de Divergências e Hierarquia

  • Pergunta: Qual é a "regra de ouro" para tratar sugestões, divergências e correções com a liderança e com os liderados sem expor o grupo?

  • Trecho do texto:

  • "Na vida adulta, quando fazemos parte de uma equipe, aprendemos uma regra de ouro sobre ética e respeito à hierarquia: sugestões e divergências ao gestor são tratadas em reservado, nunca para expor a liderança perante o grupo, a menos que uma construção coletiva tenha sido solicitada. Da mesma forma, um líder corrige em particular e elogia em público."

4. Sobre a Responsabilidade Individual e Autoavaliação

  • Pergunta: Qual reflexão individual deve fazer o membro que percebe estar gerando ruídos ou desrespeitando os compromissos assumidos na Ordem?

  • Trecho do texto:

  • "Quem age assim precisa pausar, olhar para o próprio peito e se perguntar se ainda se lembra do juramento do Companheirismo."

5. Sobre a Formação Adulta e o Propósito do Priorado

  • Pergunta: De que forma o Priorado deve atuar na preparação dos jovens para a sociedade e o mercado de trabalho segundo a visão das lideranças adultas?

  • Trecho do texto:

  • "Nosso papel, como lideranças adultas que os acompanham, é prepará-los para o mundo lá fora. O mercado de trabalho e a sociedade não toleram a intriga de bastidor ou o desrespeito à governança. Que este Priorado seja o laboratório onde vocês aprendem a ser homens de palavra, de silêncio obsequioso e de lealdade inabalável."



Jaber Campos .'.
Aprendiz de Gente

A AMEAÇA INTERNA E A EDIFICAÇÃO DO TEMPLO: Reflexões sobre Lealdade, Governança e Fraternidade



Meus irmãos, a história nos mostra que a ruína de grandes estruturas raramente vem de fora; ela começa por dentro, alimentada por sussurros, vaidades e pela busca por holofotes.

As insurreições internas — muitas vezes chamadas de cismas, expurgos, golpes palacianos ou dissidências — são algumas das forças mais transformadoras (e destrutivas) da história humana. Quando a ameaça vem de dentro, o impacto costuma ser definitivo.

Em todas as esferas institucionais, temos exemplos de insurreições: nas organizações religiosas, políticas e militares. Senão, vejamos:

  1. Organizações Religiosas

  • O Grande Cisma do Ocidente (1378–1417)

    • A Igreja Católica Romana enfrentou sua crise de autoridade mais severa quando facções internas de cardeais discordaram da eleição do Papa Urbano VI.

    • O que aconteceu - Cardeais dissidentes declararam a eleição inválida e elegeram um "antipapa" em Avignon (França). Em determinado momento, a Igreja chegou a ter três papas simultâneos, cada um apoiado por diferentes reinos europeus.

    • O desfecho - A unidade da Igreja foi profundamente abalada por quase 40 anos, minando a autoridade papal e pavimentando o caminho espiritual e político para a Reforma Protestante no século seguinte.


  •  A Crise de Sucessão no Islã (656–661 d.C.)

    • Após a morte do Profeta Maomé, a escolha de quem deveria liderar a comunidade muçulmana (o Califado) gerou uma fratura interna violenta conhecida como a *Primeira Fitna* (guerra civil islâmica).

    • O que aconteceu - A disputa pelo controle opôs Ali (genro e primo de Maomé) aos governantes da dinastia Omíada. O conflito culminou no assassinato de Ali.

    • O desfecho - Essa insurreição política e militar interna dividiu permanentemente o Islã entre as vertentes Sunitas e Xiitas, uma separação que molda a geopolítica do Oriente Médio até hoje.


  1. Organizações Políticas


  • A Noite das Facas Longas (Expurgo do Partido Comunista Chinês) — China (1930–1931)

    • Durante a Guerra Civil Chinesa, a base comunista no Soviete de Jiangxi enfrentou uma violenta disputa interna por controle político e doutrinário.

    • A Insurreição: Mao Tsé-Tung conduziu um expurgo severo, conhecido como o Incidente de Futian, contra a facção do Exército Vermelho que contestava sua liderança e acusava seu grupo de autoritarismo.

    • O Desfecho: Milhares de oficiais e soldados foram presos, torturados ou executados sob a acusação de integrarem uma suposta rede de espionagem do Kuomintang (o AB-Group). O episódio consolidou o controle de Mao sobre o Exército Vermelho e estabeleceu o uso de expurgos internos para impor disciplina partidária.


  1. Organizações Militares


  • A Guarda Pretoriana (Império Romano)

    • Criada originalmente para ser a força de elite responsável pela segurança pessoal do Imperador Romano, a Guarda Pretoriana transformou-se no maior perigo interno para o próprio império.

    • O que aconteceu - Percebendo o imenso poder militar e político que detinham dentro de Roma, os pretorianos passaram a conspirar ativamente, assassinar imperadores que não os agradavam (como Calígula e Pertinax) e até mesmo leiloar o trono romano para quem pagasse mais.

    • O desfecho - Eles desestabilizaram o império por séculos, até que o Imperador Constantino finalmente dissolveu a Guarda de forma definitiva em 312 d.C., destruindo seus quartéis.

Pois bem. Considerando o caráter fraterno existente dentro da Ordem Maçônica e o juramento feito na ocasião de nossa iniciação, é de se esperar que os membros sejam efetivamente guardiões uns dos outros. Todavia, por vezes, testemunhamos comportamentos nas proximidades que nos remetem, infelizmente, às sombras dos fatos históricos ora apresentados e de tantos outros registrados na história da humanidade. Falo de uma postura alimentada pela busca de espaço a qualquer custo, por uma incoerência no agir que beira a intriga e que cria dissabores desnecessários entre os membros.

Quando trazemos comentários descontextualizados, informações de bastidores ou decisões de outras oficinas com tom de sarcasmo ou deboche, não estamos construindo o Templo; estamos minando suas bases. Isso não é liderança; é ruído. É a intriga que enfraquece a egrégora de qualquer Oficina. Quem age assim precisa pausar, olhar para o próprio peito e se perguntar se ainda se lembra do juramento feito em sua iniciação.

Quando fazemos parte de uma equipe, aprendemos uma regra de ouro sobre ética e respeito à hierarquia: sugestões e divergências ao gestor são tratadas em reservado, nunca para expor a liderança perante o grupo, a menos que uma construção coletiva tenha sido solicitada. Da mesma forma, um líder corrige em particular e elogia em público.

Nosso papel, enquanto irmãos e construtores sociais, é prepararmo-nos para o mundo lá fora. O mercado de trabalho e a sociedade não toleram a intriga de bastidor ou o desrespeito à governança. Que esta Loja seja o laboratório onde nós possamos aprender a ser homens de palavra, de silêncio obsequioso e de lealdade inabalável. Que o Grande Arquiteto do Universo guie nossas condutas, e que a sombra das insurreições permaneça apenas como uma lição do que nunca devemos nos tornar.





Jáber Campos .'.

Aprendiz de Gente



terça-feira, 5 de maio de 2026

A Escada de Jacó - Comentada

 



A 2ª Instrução do grau de Aprendiz trata do Painel da Loja de Aprendiz e, nela, diz-se ser o caminho que o maçom deve trilhar. Isto posto, este texto tem o objetivo de promover uma reflexão acerca de um dos elementos existentes no Painel: a Escada de Jacó.


No livro de Gênesis, capítulo 28, versos 10 à 19, a Escada, que se erguia do chão ao céu, é mencionada como fruto de um sonho tido por Jacó onde, por ela, subiam e desciam os anjos. Posteriormente, em Gênesis 32 consta o relato de uma luta entre Jacó e um provável anjo materializado, luta esta que deixou sequelas no personagem bíblico.


Do ponto de vista da filosofia espírita, os degraus desta escada representam os vários níveis de evolução do espírito, e o vai e vem de anjos na Escada simboliza o intercâmbio entre o mundo espiritual e o material.


Apesar de linhas doutrinárias diferentes, ambas, tanto o cristianismo quanto o espiritismo, que permeia igualmente os ensinamentos do Cristo, trazem consigo um ponto em comum: a Escada de Jacó é um elemento que representa a necessidade de o homem se livrar de suas asperezas, partindo ela do chão onde residem os vícios, até o céu que representa o plano espiritual.


A maçonaria se apropriou desta simbologia, sabiamente, para reforçar a ideia de que precisamos nos melhorar, se queremos fazer feliz a humanidade. Mas, vejam que isto não é feito sem o apoio e a inteligência necessária. Na Escada exposta no Painel da Loja de Aprendiz, alguns elementos estão contidos nela, sem os quais nada conseguiremos: a cruz, a âncora e o cálice, senão, vejamos:


  • A cruz, o elemento mais próximo da terra, representa a fé, não a fé dogmática, mas a confiança no G.’. A.’. D.’. U.’.. Sem ela, a fé, o maçom sucumbirá diante das dificuldades.

  • A âncora nos dá a estabilidade, a esperança que precisamos ter para não retrocedermos na batalha contra os vícios morais.

  • O cálice é a caridade, localizado num ponto mais próximo à esfera espiritual. A prova de que é possível vencer as mazelas morais existentes em nós.


Importante observar que elas não estão em degraus sequenciais, um logo após o outro, mas espaçados. Isto sugere que, entre um nível e outro existe um intervalo de provações e reafirmações. Seria como se houvesse provações entre as etapas para que cada um de nós possa avaliar sua trajetória.


Isto ratifica que existe uma luta individual a ser travada entre nós e os nossos vícios, bem parecida com a que Jacó teve com o anjo, tendo sua coxa machucada. Ou seja, embora venhamos a vencer a nossa luta, as cicatrizes ficarão. Talvez venhamos a sentir as dores morais de tudo o que fizemos e do que queremos não mais fazer: são nossas experiências.


Por fim, meus irmãos, a subida pela Escada de Jacó, cuja representação está descrita acima, nos leva a outra afirmação: a perfeição não é um estado, mas uma busca.




Jáber Campos.’.

Aprendiz de Gente


sábado, 11 de abril de 2026

Bem entendido


Quão triste eu estava

A um passo de minha chegada

Neste mundo tão tamanho

Nem sequer chorava

Parei logo na entrada 

Tudo muito estranho.


Atordoado com a nova sensação 

De não ter a liberdade

Que gozava no infinito.

Já não via meu irmão 

Com quem vivi na eternidade 

Num mundo mais bonito.


Nasci, meio roxo e indefeso

Me descobrindo do véu

Que puseram pr'eu descer 

Chorei, quase ileso 

Perguntando à Deus do céu 

Que mal eu fiz para nascer.


Depois desse tormento 

Entendi: "não tem mais jeito"

Logo descubro o porquê.

Muito, mas muito pensamento 

Dentro e fora do meu leito

Se vim, lá vou fazer.


Inocente por longos anos

Qualquer coisa uma alegria

Coisas da meninice.

Logo mudei de planos

De um abraço eu corria

Me comprazia com a velhice.


Com os anciãos eu andava

Num mundo de difícil trato

De maldade e intolerância. 

Deles eu escutava 

Que de um ser abarrotado

Só se tem ignorância.


Seguia meu caminho 

Buscando compreender

O meu papel nesta terra

Recebi flores e espinhos

Chorei e ri com intenso prazer

Acertei e errei. Alguém não erra?


Iludido alguma vez

Arrependimento não carrego

Aprendi a aprender.

Enxerguei que com o três 

Pude combater meu ego

Escutei e comecei a ler.


Irmãos que me encontraram 

Num caminho solitário 

Me trouxeram o alimento.

Por necessidade me levaram

Num ambiente temerário 

Para atiçar meu pensamento.


Quão bom e quão suave é 

Estar entre a realeza

E beber da mesma fonte.

Percebi que a minha fé 

Só ergueu a fortaleza

Desde sempre em minha fronte.


Num caminho solitário 

Alinhados chacras e plexos 

A caridade é o fim

Do amor que está na tez.

Entender não é complexo

Se não foi para mim

Não será para vocês.


Imagem criada por IA.

 Jáber Campos.'.

Aprendiz de gente


sexta-feira, 10 de abril de 2026

Me chame

Na cabeça, um pensamento.

No espírito, um só lamento.

No corpo, as chagas.

Quando o olho lacrimeja

e a dor lampeja,

sinal de fortes pragas.


Se olho só o perverso,

o andar nem fica reverso.

É estagnação pura.

Fico parado na estrada da vida,

nem desço, nem subo na lida,

a perna fica dura.


Preste bem atenção:

Se arde o seu coração

e a pupila aumenta,

pare, respire fundo,

olhe e observe o mundo

e verá muita tormenta.


Nem por isso pára

a humanidade que soletrara

a palavra progresso.

Tem gente que nem reclama

pois sabe: o martelo, o prego chama.

Eis aí o sucesso.


Elevar a mente em oração,

pedir à Deus a proteção

e vigor para o caminho.

Coragem no desconhecido

Durmo e acordo adormecido,

a cantar como passarinho.


Se a tempestade assola,

Como pedir esmola?

E ficar com fome?

Perdõe pelo mal tempo

Seja você a base, o sustento,

E chame pelo Santo nome.

    


                                                Imagem gerada po IA


Jáber Campos.'.

Aprendiz de Gente

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Efêmero

 

Num lugar longínquo,

Um tanto bucólico,

Avista um ser famélico.

Serve-lhe um abraço atômico,

Com o simples propósito 

De parecer simpático.


Vê a tortura esquelética

Daquele ser humano intrépido

Com resistência quase heroica.

Surpreende aquele lúgubre

Que num abraço mórbido

Quis recolher a flâmula.


Sorridente como um bêbado

Cambaleia num estado alcoólico

Como dançasse sua vitória.

Ver a desgraça válida,

Acometer a forma lânguida,

Deixou sensação eufórica.


Mas, num ato cósmico,

O céu se fez límpido,

Derramando poder titânico.

Restaurado seu ímpeto,

O ser espírito

Sente-se lúcido.


Refaz seus músculos

De forma enérgica,

Repugna o de moral flácida.

Contexto antiético,

Que derrota frenética

Sofreu o medíocre.



Ao berço tirânico

Retornou trêmulo,

Ainda incrédulo.

Por muitos séculos,

Agora sem os maníacos,

Refletirá com os esplêndidos.


Jáber Campos.'.

Aprendiz de Gente

Imagem produzida por IA.

Companehirismo e Lealdade: A 4ª vela - TEFC CDESM 22

Meus sobrinhos, todos aqui devem se lembrar do enredo que ilustra os comportamentos e atitudes de Hugo de Pairaud que culminaram na condenaç...